terça-feira, 3 de novembro de 2015

O essencial é invisível aos olhos....

               
                                                
               ''São tantas imagens que não vemos mais nada, apenas absorvemos. Não pensamos mais a respeito do que estas nos dizem. Passamos batido por tudo e compramos como mercadoria barata, maneiras de ser e agir expressos nestes artefatos.''
                                                                         (Retratos de uma Infância Contemporânea-2015)

               É a cada dia me pergunto: '' Onde está nossa essência? Em que local ela se perdeu? Por que deixamos chegar ao ponto de não valorizar mais nossos objetos, pessoas e sentimentos? Como disse a autora acima citada, não vemos mais nada, apenas absorvemos. É tanta rotatividade, lucro e descartabilidade, que já não sabemos mais dar valor a nada. Isso acontece não apenas nos inúmeros produtos de uma prateleira de supermercado, mas acontece em nossos relacionamentos pessoais. Acontece também quando desvalorizamos o corpo que nos foi dado, e partimos na busca impensada pelo corpo perfeito.
            Sem nos aperceber, nos auto mutilamos em aceitar o que a mídia nos impõe. Achamos que o TER é fundamental. Compramos TUDO apenas para seguir a maioria. Fazemos de tudo para vivenciar não apenas uma ''infância soft'', mas ouso dizer que este termo se aplica a outras etapas da nossa vida, inclusive ao adulto. Sim a busca pela beleza, aceitação e admiração é o que move a maioria das pessoas, em especial as meninas.
           Já não possuímos mais relacionamentos como antigamente. Dependendo das circunstâncias, as próprias amizades são vistas como ''mercadoria baratas'', pois em tudo parece haver algo ou alguém tirando vantagem. Muito triste tudo isso!
          Essa é a visão que eu tenho. Sim a evolução de uma infância ocorreu, mas como educadora não consigo ser conivente com tantas coisas que presencio. E como tal, tentarei fazer meu papel, de mostrar a grande veracidade que Saint Exupery nos ensinou: ''o ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS''. Talvez aí que nos perdemos, queremos muitas coisas, mas esquecemos que ''POUCAS COISAS NOS SÃO NECESSÁRIAS''.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O DIA 15 DE OUTUBRO....

                                             Dia do Professor-15/10/2015

        Começo minhas reflexões nesta semana, mostrando o vídeo ao lado: ''Tudo depende de mim''.

   



             Atrasada!
             Decidi fazer este post, pois falar sobre essa data é realmente um privilégio, porém como todo bom professor o atraso faz parte de nossa rotina.
             O que posso falar sobre o dia de hoje? Confesso que, nossa trajetória quais educadores, tem sido marcadas por dias de luta e glória...Ando desmotivada! Sabe aquela sensação de remar, remar e remar. e mesmo assim sentir que não se sai do lugar?Pois bem me sinto bem assim!!
            São tantas desilusões, problemas para resolver, que acabamos nos sentindo fracas e sem chão. Nós professores, somos educadores, psicólogos, médicos, bombeiros, dentistas, amigos, confidentes, e adquirimos muitas vezes o papel de pai ou mãe ara impor limites. Resolvemos todos problemas que aparecem na nossa frente, mas e quem nos ajuda a resolver os nossos frente as dificuldades em sala de aula? É, a vida do professor mudou! Apesar do constante esforço, não recebemos o mérito devido, o agradecimento e a ajuda merecida...
           Saber que desenvolver meu papel frente aos alunos da melhor maneira possível,é muito bom. Ser protagonistas em plantar sementinhas e sonhos é realmente maravilhoso! Mas me sinto desmotivada, e querendo ou não pensando no dia de hoje como uma data especial, não tem como não vir a tona o turbilhão de emoções que vivo em sala de aula. Sabe, me dói muito, ver crianças que estão no seu processo de desenvolvimento fadadas ao ''erro''. Vejo adolescentes sem o mínimo de vontade e disposição em aprender. Vejo rebeldia sem causa aparente, brincadeiras de péssimo gosto e crianças que não estão dispostos a absolutamente NADA!
          Isso realmente é desmotivador! Já não bastasse isso, o que falar dos parcelamento de salários que a classe pública dos professores passaram a meses atrás? Isso foi humilhante. Como ter satisfação e alegria frente a todos estes episódios? Apesar disso, ainda continuo na busca de respostas e na esperança de novas realidades!
         E as escolas sucateadas que estamos inseridos e perceber que que pouco se faz em favor de nosso Brasil. Dói perceber  que muitos de meus colegas professores estão assim como eu, sem vontade e desacreditados. Dói perceber que a cada dia que passa estamos mais longe de um ideal no que se refere a educação.
        Hoje estou  tomada por este sentimento de desilusão. Ao mesmo tempo, acabei de assistir este vídeo que coloquei aí em cima. Depende de mim, continuar com este sentimento ruim, ou lembrar de alguns alunos que brilham com cada proposta e descoberta feita. Fico pensando nos corações que consegui marcar para o bem. Acredito que ao longo de minha jornada consegui sim fazer isso... E lembrar disso me faz sorrir, ou seja nem tudo está perdido.. Somente um novo amanhecer ou copo de água com açúcar para acalmar e pensar nos momentos bons desta caminhada enquanto PROFESSORA!!
       
       

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Eis a Escola...

                                               EIS A ESCOLA...
                        Esta semana ao abria Zero Hora, me deparo com a foto abaixo....
       Confesso que esta foto me chocou muito, pois como todos sabemos a situação na Síria está muito difícil devido a guerra. Porém apesar de tudo nos deparamos com esta cena. Uma menina indo para escola.
       Na minha última postagem, mencionei que o espaço escola estava com seu papel distorcido, pois como já falado por anos ela, se tornou local de enclausuramento. Mas esta foto apenas reacendeu em mim, o que foi falado em aula, precisamos da utopia: da esperança, crença, da profissionalidade do professor. Precisamos por estas crianças, SOFREDORAS acreditar e fazer tudo diferente.
       Graças a Deus, uma guerra propriamente dita, não temos aqui no Brasil, porém a criminalidade, injustiça, violência verbal e doméstica, disputas por pontos de droga e corrupção acompanham nossas crianças a todo momento.
      Precisamos DIAS MELHORES. Vivemos esperando por momentos de paz. Por nossos pequenos e futuros cidadãos, queremos fazer uma NOVA ESCOLA. Uma escola aberta ao convívio, a liberdade do ir e vir, a diversidade e o respeito ao todo. Uma escola onde se tenha tranquilidade e que o estudar seja prazeroso.
     Quantas meninas sírias tenho em minha escola? Quantas meninas vítimas de abuso físico e verbal tenho em minha sala de aula? Crianças vítimas do medo, da insegurança, da dor de não ter ninguém por elas? Como ser indiferente a esta fotografia? Como educadora e apaixonada pela arte de educar, não tem como não me emocionar com isso. Nos olhares puros e sinceros de uma criança, percebemos a vontade da mudança. Precisamos nos questionar e agir, pois apesar da dificuldade, ''apesar de tudo, o caminho da escola ainda é o procurado''.
     Eis o papel da escola.... Semear sonhos de dias melhores, e claro receber de braços abertos e com uma nova visão estes seres que buscam e querem uma nova forma de viver o futuro.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Escolarização sob Perspectiva Histórica...

                                                            Pensando no Espaço Escola



     Após nossa última aula da disciplina de Escolarização, quantos questionamentos, indagações, reflexões, e principalmente vontade de fazer diferente.
     Ao assistir o clipe acima e pensarmos juntamente no texto trabalhado em aula Maquinaria Escolar, quanta semelhança, ou quanta coincidência com os nossos dias, com as nossas escolas.
   
    Certo autor, muito sábio em suas palavras nos afirma: ''A escola substituiu a aprendizagem.como meio de educação. Isso quer dizer que a criança deixou de ser misturada aos adultos e de aprender a vida diretamente, através do contato com eles. A criança foi separada dos adultos e mantidos a distância numa espécie de quarentena, antes de ser solta no mundo. Essa quarentena foi a escola, o colégio... Começou então o enclausuramento das crianças...que se estenderia até nossos dias, ao qual se dá o nome de escolarização.'' Não seria o local escola, muitas vezes um local de enclausuramento? Infelizmente, através do que presenciamos dentro de um contexto histórico social, a escola é vista como um lugar que ''FECHA PAREDES'' e ''FECHA IDÉIAS''. Será que o papel da escola não estaria distorcido?
     Percebemos que a escola faz apenas a representação de um Sistema.  ''Mãos invisíveis'', como que manipulam o professor , e este acaba não tendo a força suficiente para a transformação. Eis que neste momento me pergunto: ''De que forma criar novos modelos se somos frutos desta mesma maquinaria???''.
     A escola desde os primórdios é ''tudo igual''. A escola serve para moldar, proteger, ''doutrinar'' quem sabe? Obedecer a autoridade é  sua marca registrada.
     Como sabemos, devido a influência da igreja, a escola serviu para isso ''doutrinar os menos favorecidos''. Enquanto os abastados e a burguesia tinham uma educação para possuir cargos importantes, os pobres eram doutrinados para obedecer e ser mão de obra barata.
     Isso mudou? Infelizmente não! Embora a educação expandiu muito nos últimos anos, a classe popular tende a estudar em escolas públicas com seu ensino de segunda linha, como assim é visto. Por que ainda possui-se essa visão, se na grande maioria os professores da mesma escola privada são os da escola popular? Infelizmente, isso acontece pela ambiguidade deste local. Querendo ou não, o Sistema tem por finalidade, formar os seres da classe popular- inoperantes, fechados- reprodutores das mesmas idéias e atitudes.
    Outra grande questão é que, não possuímos ESPECIALISTAS no campo educação. Avançamos no que se trata de sindicatos e tal, porém ouso aqui falar que em nossa categoria falta ética, força de vontade, ir todos como grupo em busca de um único objetivo. Somente assim conseguiremos fortalecer essa classe de profissionais tão desfavorecida profissionalmente.
    Quanto mais penso e reflito, mais percebo que mudanças são necessárias... Mas algo me diz que estamos muito longe  de uma ''melhoria notável''. Mas 'bora lá', pois como diz Renato Russo: ''Quem acredita sempre alcança''.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Memórias


                                                           Falando de Memórias.....

     
                                     
       Nossa primeira aula foi muito cativante, pois vimos o quão importante são as nossas memórias. Os atos de lembrar e esquecer fazem parte da construção de nossas identidades, autonomia e assim por diante.
       Ao pensar em minhas memórias quantas coisas para escrever. Ao lembrar de tudo que vivi, sofri e passei, lembro-me das alegrias e ensinamentos que tive, ou seja, o amadurecimento que obtive ao longo dos anos.
       Isso nos faz perceber que nossa memória nunca é estável. O que vivemos no passado não conseguimos mudar, porém,poderá mudar nossa visão quanto ao futuro.
       Para que nossas lembranças ocorram, fica evidente que as relações que construímos são essenciais. Em cada objeto, história, fotografia e pensamentos, evidencia-se nosso ciclo de convivência. Algumas de nossas memórias então, podem nos arremeter boas sensações e outras nem tão boas assim.
       Talvez o grande aprendizado já desta primeira aula, é que percebendo o presente e o interrogando, conseguimos lembrar e compreender nosso passado.
       Trazendo isso para nossa realidade escolar, e para compreender o processo histórico- social deste espaço ESCOLA, precisamos QUESTIONAR o que este lugar traz de bagagem de muitos anos e sua influência perante nós alunos e professores.
       Com certeza a partir do momento que questionarmos nosso presente- nossa escola hoje, conseguiremos desvendar as memórias que ela traz consigo!!!

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domingo, 6 de setembro de 2015

Os medos de Uma Infância....

  ''Toda manhã a menina metia-se no casaco de medos que usava desde pequenina e que foi crescendo com ela. E saía pelas ruas coberta de medos.
MEDO da solidão
MEDO que não a queiram.
MEDO que a queiram.
MEDO de voar.
MEDO de afogar-se.
MEDO de sentir-se perdida.
MEDO que tudo mude.
MEDO que tudo continue igual. Igual, igual, igual...
MEDO do futuro.
MEDO de repetir o passado.
MEDO de não avançar.
MEDO de dar um passo.
MEDO dos outros.
MEDO dela mesma.
  O casaco ficou pesado demais e ela já não conseguia sair a lugar nenhum. Então encheu-se de coragem e resolveu livrar-se dele!
E voou... Para a lagarta pode ser o fim do mundo, para o resto do mundo pode ser uma linda borboleta....''
                                                                      ELENA FERRÁNDIZ

                                                AS CRIANÇAS E SEUS MEDOS

     Quantas reflexões nestas poucas frases deste riquíssimo livro. O medo nos aprisiona, não nos permite sonhar, viver, mudar e transformar.
     Chega a ser engraçado pensar que medos geralmente nos são impostos e transmitidos na infância. ''Pupa'' uma menina pequenina foi crescendo com seus medos. Muitas vezes, nós pais, educadores e professores com ótimas intenções super protegemos nossos pequenos, não os permitindo viver. Não os permitindo descobrir, por si só as surpresas da vida. Inculcamos neles medos, começando pelo famoso: ''se você não se comportar um monstro vai te pegar''. Por que fazemos isso? Por que sermos tão hostis com esta faixa etária tão aberta aos sonhos? Por que é tão difícil para nós adultos mostrar a realidade sem colocarmos medo? Será que esquecemos que o futuro de uma ''mente medrosa''- ou de um ''casaco pesado'' será insegurança e infelicidade na vida adulta?
     Realmente nós pais e educadores, precisamos repensar nossas ações diárias quanto a este assunto.  Precisamos rever nosso conceito  do que é ser criança e do que é permitir vivenciar a infância dos nossos. E melhor, nos questionar o que realmente é infância. Sim, pois o conceito desta palavra evoluiu. A infância que eu vivi há vinte cinco anos atrás, as brincadeiras que brinquei, a educação que recebi, as orientações que meus pais tão incansáveis me davam NÃO SÃO AS MESMAS QUE AS NOSSAS CRIANÇAS VIVENCIAM E RECEBEM HOJE.
     Presenciamos hoje uma realidade bem diferente de tempos atrás. Certamente o mundo mudou, o ''medo'' nos cerca, porém não podemos permitir que este exerça total influência em nós, afim de vestir  nossas crianças com este casaco pesado. Pelo contrário, precisamos incentivar elas a voar, mudar, avançar, acreditar no próximo e principalmente acreditar nela mesma e em seu potencial. Apenas com este incentivo,  e com a certeza de que acreditamos nestes pequenos seres, podemos quem sabe um dia ver ADULTOS MELHORES, MAIS HUMANOS E SEGUROS, FAZENDO DA PUREZA DE SUA INFÂNCIA AS SUAS ATITUDES DIÁRIAS!!!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Parte Oral

                                            Reflexões sobre Apresentação Oral

     E então chegou o grande dia! Misto de medo, alegria e ansiedade. Estes três sentimentos misturados, pois como já mencionado, não tínhamos a mínima ideia do que realmente era a tal apresentação. Na verdade, alguns nem se quer conheciam os professores que fariam parte da Banca ( como no meu caso, por exemplo). Ao mesmo tempo, Ao mesmo tempo, a alegria neste dia tomou conta de meu coração, pois o primeiro semestre deste ano foi muito, mas muito conturbado- desafiador, mas consegui superar e concluir.
     Pois bem, a maior aprendizagem deste workshop- parte oral- foi manter a calma e controle emocional diante das ansiedades.Falar em público, foi difícil para mim, pois as emoções vieram á tona ao lembrar-me dos detalhes que me acompanharam durante o decorrer destes meses. Confesso que, o choro foi incontrolável nos primeiros dois minutos de apresentação. Neste momento então, percebi a compreensão, coleguismo de meu colegas de sala. Percebi então, que todos estavam ali com o mesmo objetivo: TROCAR CONHECIMENTO E DAR O SEU MELHOR.
    Foi muito animador perceber que ninguém  ali queria ''ferrar'' seu colega, por assim dizer. As perguntas feitas ao final de cada apresentação, foram lógicas e objetivas, com o intuito de ajudar-nos na conclusão de nossa apresentação e não no intuito de piorar nosso nervosismo.
    Pensando no antes da apresentação, tive que pedir auxílio da tutora Maria Del Carmen, pois eu não sabia realizar o power point. Colocar nos dez slides, tudo o que estudamos foi complicado, mas consegui! No momento da apresentação, falar com alguém cronometrando seu tempo, é ''xarope'', mas no fim tudo deu certo!!!
   Este método diferente de avaliação, foi o primeiro de uma série que virão ainda a frente.Através deste, ficou claro seu objetivo: trocar experiências e aprendizagens. Como diz uma certo ditado:'' NENHUM DE NÓS É TÃO BOM QUANTO TODOS NÓS JUNTOS''. Realmente,  é nesta ''troca'' que chegaremos algum dia na sabedoria que tanto almejamos....