sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Brincar na Escola



     Conforme vimos no vídeo Caramba, Carambola, o ato do brincar é extremamente importante para as fases de educação infantil e séries iniciais. Para as crianças, o brincar é uma forma de linguagem  que expressa para a criança estar no mundo. Através deste ato, a curiosidade e a aprendizagem serão instigados. A ideia de que para estarmos concentrados devemos estar quietos, está retrógrada, pois como sabemos, não pensamos apenas com um cérebro, mas devido nossa corporeidade, somos e pensamos com um corpo inteiro.
     Para as crianças então, é vital que experimentem o seu mundo. Dar liberdade. Abrir espaços dentro da escola para que aja a interação dos diferentes grupos, nos seus diferentes espaços. Precisamos nos desvincilhar de ''nossa cultura educacional engessada'', onde a alguns anos atrás não eramos permitidos brincar. Isso não era valorizado no ambiente escolar, pois a escola era lugar individualista- servia apenas para ler e escrever.
    Ser criança é privilégio! Ser criança é brincadeira! Que possamos valorizar essa etapa tão importante, e permitir que nossos alunos experimentam seu mundo com alegria e satisfação...

A escola dos sonhos....

                                                   


         Me pego neste momento pensando como seria a escola que desejo ver meus netos estudando daqui trinta ou quarenta anos. Com certeza seria uma escola bem diferente das que presenciamos hoje.
        Snyders já falava em uma ''escola alegre''. Sim uma escola que abrisse caminho para que tudo acontecesse diferentemente do que hoje é visto como normal.
       A escola que sonho para os meus netos, seria uma escola pública em que houvesse possibilidades iguais para todos. Um lugar agradável de se estar. Onde o autoritarismo, a repetição mecânica de conteúdos e a cultura massante não se fariam presentes. Um lugar que ensinasse que a cultura social deve ser modificada sempre que houver necessidade.
     Este lugar se tornaria não um local de enclausuramento, que fecha paredes e tranca idéias; mas ao contrário, janelas seriam abertas a todo momento, asas seriam dadas a imaginação e a fantasia daria lugar a esperança e a oportunidade de concretizar dias melhores.
    Sim, tecnologia e artes seriam vistas sob um novo enfoque. Liberdade, autonomia- formação constatante. Transformar seres dispostos a transformar realidades. Seres que interfiram, acreditam e façam mudanças sem temer represálias.
    Sonhar...EIS O DEVER DE NÓS MORTAIS... E agora cabe a mim, tentar fazer minha parte para que este sonho um dia se torne realidade, e que consigamos almejar uma nova escola, onde a alegria por parte do aluno irradie a outros em sua volta!!
























































































































































































































































































































































































































































































































terça-feira, 17 de novembro de 2015

Os ''mistérios'' da arte de alfabetizar.




                                                             Alfabetizar:
                             ''Alfabetizar é acender uma luz que jamais será apagada.
                              É iluminar um futuro próximo e também distante.
                              É deixar uma marca útil que se eternizará.
                              Alfabetizar é mais uma forma de amar...''
                                                                                 Augusta Schimidt



     Enfim, quantas aprendizagens vimos neste semestre referente a interdisciplina Fundamentos da Alfabetização. Como me sinto feliz em olhar essa pequena estrada percorrida e ver como meus conceitos quanto alfabetização mudou. Confesso que, ver mais a fundo as teorias de Emília Ferreiro, juntamente com Ana Teberoski, me fez desvendar as inúmeras hipóteses até acontecer a alfabetização. Através da psicogênese da língua escrita, vimos o quão importante são essas descobertas. Como vimos, estas nos facilitam na prática de sala de aula, pois reconhecemos o grau que nosso aluno se encontra, uma vez que a alfabetização e o conhecimento se trata de um processo. Com certeza, isso influenciará minha maneira de dar aula, pois começarei a valorizar mais os avanços que meu aluno dá, dando constante atenção a isso, e não apenas no resultado final.
   Através das aulas explicativas da professora Rangel, em sua maneira autêntica de nos mostrar como é difícil a decodificação da língua escrita para as crianças, foi nos dado um alfabeto em árabe. Conseguimos na prática perceber o quão pacientes devemos ser com nossos pequenos, pois foi muito difícil para nós adultos darmos seguimentos as atividades em árabe.
   Pude perceber então, que o verdadeiro construtivismo, ou o ambiente pedagógico ideal para Emília Ferreiro, seria uma sala de aula com muitos tipos de jogos. Conseguimos confeccionar alguns durante esses meses. Também, estes não devem ser jogados por jogar, mas antes serem usados com o intuito de ''DESAFIAR'' os alunos para que estes construam seu próprio conhecimento ou aprendizagem.
    Foi muito legal também saber, que o processo de alfabetização se inicia por volta dos quatro meses de idade, e que quanto mais for trabalhado e fornecido materiais para este bebê, isso terá grande repercussão na fase escolar, propriamente dita. Como é importante o uso de livros e materiais deste tipo desde a tenra idade.
  Foram muitas vivências, participações, experiências enriquecedoras para mim. Como coloquei ali em cima os dizeres de Augusta S., a alfabetização é um momento único na vida de qualquer ser. É realmente uma forma diferente de AMAR.  Nada se compara, nenhuma alegria maior de saber que fomos os responsáveis por determinada criança não ser um analfabeto.. Isso é um privilégio. Como apaixonada pela arte de ensinar, quero muito, cada vez mais marcar mentes e corações, sob essa nova forma de alfabetizar, e na certeza de fazer o meu melhor e ser partícipe de algo que se eternizará!!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

O essencial é invisível aos olhos....

               
                                                
               ''São tantas imagens que não vemos mais nada, apenas absorvemos. Não pensamos mais a respeito do que estas nos dizem. Passamos batido por tudo e compramos como mercadoria barata, maneiras de ser e agir expressos nestes artefatos.''
                                                                         (Retratos de uma Infância Contemporânea-2015)

               É a cada dia me pergunto: '' Onde está nossa essência? Em que local ela se perdeu? Por que deixamos chegar ao ponto de não valorizar mais nossos objetos, pessoas e sentimentos? Como disse a autora acima citada, não vemos mais nada, apenas absorvemos. É tanta rotatividade, lucro e descartabilidade, que já não sabemos mais dar valor a nada. Isso acontece não apenas nos inúmeros produtos de uma prateleira de supermercado, mas acontece em nossos relacionamentos pessoais. Acontece também quando desvalorizamos o corpo que nos foi dado, e partimos na busca impensada pelo corpo perfeito.
            Sem nos aperceber, nos auto mutilamos em aceitar o que a mídia nos impõe. Achamos que o TER é fundamental. Compramos TUDO apenas para seguir a maioria. Fazemos de tudo para vivenciar não apenas uma ''infância soft'', mas ouso dizer que este termo se aplica a outras etapas da nossa vida, inclusive ao adulto. Sim a busca pela beleza, aceitação e admiração é o que move a maioria das pessoas, em especial as meninas.
           Já não possuímos mais relacionamentos como antigamente. Dependendo das circunstâncias, as próprias amizades são vistas como ''mercadoria baratas'', pois em tudo parece haver algo ou alguém tirando vantagem. Muito triste tudo isso!
          Essa é a visão que eu tenho. Sim a evolução de uma infância ocorreu, mas como educadora não consigo ser conivente com tantas coisas que presencio. E como tal, tentarei fazer meu papel, de mostrar a grande veracidade que Saint Exupery nos ensinou: ''o ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS''. Talvez aí que nos perdemos, queremos muitas coisas, mas esquecemos que ''POUCAS COISAS NOS SÃO NECESSÁRIAS''.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O DIA 15 DE OUTUBRO....

                                             Dia do Professor-15/10/2015

        Começo minhas reflexões nesta semana, mostrando o vídeo ao lado: ''Tudo depende de mim''.

   



             Atrasada!
             Decidi fazer este post, pois falar sobre essa data é realmente um privilégio, porém como todo bom professor o atraso faz parte de nossa rotina.
             O que posso falar sobre o dia de hoje? Confesso que, nossa trajetória quais educadores, tem sido marcadas por dias de luta e glória...Ando desmotivada! Sabe aquela sensação de remar, remar e remar. e mesmo assim sentir que não se sai do lugar?Pois bem me sinto bem assim!!
            São tantas desilusões, problemas para resolver, que acabamos nos sentindo fracas e sem chão. Nós professores, somos educadores, psicólogos, médicos, bombeiros, dentistas, amigos, confidentes, e adquirimos muitas vezes o papel de pai ou mãe ara impor limites. Resolvemos todos problemas que aparecem na nossa frente, mas e quem nos ajuda a resolver os nossos frente as dificuldades em sala de aula? É, a vida do professor mudou! Apesar do constante esforço, não recebemos o mérito devido, o agradecimento e a ajuda merecida...
           Saber que desenvolver meu papel frente aos alunos da melhor maneira possível,é muito bom. Ser protagonistas em plantar sementinhas e sonhos é realmente maravilhoso! Mas me sinto desmotivada, e querendo ou não pensando no dia de hoje como uma data especial, não tem como não vir a tona o turbilhão de emoções que vivo em sala de aula. Sabe, me dói muito, ver crianças que estão no seu processo de desenvolvimento fadadas ao ''erro''. Vejo adolescentes sem o mínimo de vontade e disposição em aprender. Vejo rebeldia sem causa aparente, brincadeiras de péssimo gosto e crianças que não estão dispostos a absolutamente NADA!
          Isso realmente é desmotivador! Já não bastasse isso, o que falar dos parcelamento de salários que a classe pública dos professores passaram a meses atrás? Isso foi humilhante. Como ter satisfação e alegria frente a todos estes episódios? Apesar disso, ainda continuo na busca de respostas e na esperança de novas realidades!
         E as escolas sucateadas que estamos inseridos e perceber que que pouco se faz em favor de nosso Brasil. Dói perceber  que muitos de meus colegas professores estão assim como eu, sem vontade e desacreditados. Dói perceber que a cada dia que passa estamos mais longe de um ideal no que se refere a educação.
        Hoje estou  tomada por este sentimento de desilusão. Ao mesmo tempo, acabei de assistir este vídeo que coloquei aí em cima. Depende de mim, continuar com este sentimento ruim, ou lembrar de alguns alunos que brilham com cada proposta e descoberta feita. Fico pensando nos corações que consegui marcar para o bem. Acredito que ao longo de minha jornada consegui sim fazer isso... E lembrar disso me faz sorrir, ou seja nem tudo está perdido.. Somente um novo amanhecer ou copo de água com açúcar para acalmar e pensar nos momentos bons desta caminhada enquanto PROFESSORA!!
       
       

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Eis a Escola...

                                               EIS A ESCOLA...
                        Esta semana ao abria Zero Hora, me deparo com a foto abaixo....
       Confesso que esta foto me chocou muito, pois como todos sabemos a situação na Síria está muito difícil devido a guerra. Porém apesar de tudo nos deparamos com esta cena. Uma menina indo para escola.
       Na minha última postagem, mencionei que o espaço escola estava com seu papel distorcido, pois como já falado por anos ela, se tornou local de enclausuramento. Mas esta foto apenas reacendeu em mim, o que foi falado em aula, precisamos da utopia: da esperança, crença, da profissionalidade do professor. Precisamos por estas crianças, SOFREDORAS acreditar e fazer tudo diferente.
       Graças a Deus, uma guerra propriamente dita, não temos aqui no Brasil, porém a criminalidade, injustiça, violência verbal e doméstica, disputas por pontos de droga e corrupção acompanham nossas crianças a todo momento.
      Precisamos DIAS MELHORES. Vivemos esperando por momentos de paz. Por nossos pequenos e futuros cidadãos, queremos fazer uma NOVA ESCOLA. Uma escola aberta ao convívio, a liberdade do ir e vir, a diversidade e o respeito ao todo. Uma escola onde se tenha tranquilidade e que o estudar seja prazeroso.
     Quantas meninas sírias tenho em minha escola? Quantas meninas vítimas de abuso físico e verbal tenho em minha sala de aula? Crianças vítimas do medo, da insegurança, da dor de não ter ninguém por elas? Como ser indiferente a esta fotografia? Como educadora e apaixonada pela arte de educar, não tem como não me emocionar com isso. Nos olhares puros e sinceros de uma criança, percebemos a vontade da mudança. Precisamos nos questionar e agir, pois apesar da dificuldade, ''apesar de tudo, o caminho da escola ainda é o procurado''.
     Eis o papel da escola.... Semear sonhos de dias melhores, e claro receber de braços abertos e com uma nova visão estes seres que buscam e querem uma nova forma de viver o futuro.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Escolarização sob Perspectiva Histórica...

                                                            Pensando no Espaço Escola



     Após nossa última aula da disciplina de Escolarização, quantos questionamentos, indagações, reflexões, e principalmente vontade de fazer diferente.
     Ao assistir o clipe acima e pensarmos juntamente no texto trabalhado em aula Maquinaria Escolar, quanta semelhança, ou quanta coincidência com os nossos dias, com as nossas escolas.
   
    Certo autor, muito sábio em suas palavras nos afirma: ''A escola substituiu a aprendizagem.como meio de educação. Isso quer dizer que a criança deixou de ser misturada aos adultos e de aprender a vida diretamente, através do contato com eles. A criança foi separada dos adultos e mantidos a distância numa espécie de quarentena, antes de ser solta no mundo. Essa quarentena foi a escola, o colégio... Começou então o enclausuramento das crianças...que se estenderia até nossos dias, ao qual se dá o nome de escolarização.'' Não seria o local escola, muitas vezes um local de enclausuramento? Infelizmente, através do que presenciamos dentro de um contexto histórico social, a escola é vista como um lugar que ''FECHA PAREDES'' e ''FECHA IDÉIAS''. Será que o papel da escola não estaria distorcido?
     Percebemos que a escola faz apenas a representação de um Sistema.  ''Mãos invisíveis'', como que manipulam o professor , e este acaba não tendo a força suficiente para a transformação. Eis que neste momento me pergunto: ''De que forma criar novos modelos se somos frutos desta mesma maquinaria???''.
     A escola desde os primórdios é ''tudo igual''. A escola serve para moldar, proteger, ''doutrinar'' quem sabe? Obedecer a autoridade é  sua marca registrada.
     Como sabemos, devido a influência da igreja, a escola serviu para isso ''doutrinar os menos favorecidos''. Enquanto os abastados e a burguesia tinham uma educação para possuir cargos importantes, os pobres eram doutrinados para obedecer e ser mão de obra barata.
     Isso mudou? Infelizmente não! Embora a educação expandiu muito nos últimos anos, a classe popular tende a estudar em escolas públicas com seu ensino de segunda linha, como assim é visto. Por que ainda possui-se essa visão, se na grande maioria os professores da mesma escola privada são os da escola popular? Infelizmente, isso acontece pela ambiguidade deste local. Querendo ou não, o Sistema tem por finalidade, formar os seres da classe popular- inoperantes, fechados- reprodutores das mesmas idéias e atitudes.
    Outra grande questão é que, não possuímos ESPECIALISTAS no campo educação. Avançamos no que se trata de sindicatos e tal, porém ouso aqui falar que em nossa categoria falta ética, força de vontade, ir todos como grupo em busca de um único objetivo. Somente assim conseguiremos fortalecer essa classe de profissionais tão desfavorecida profissionalmente.
    Quanto mais penso e reflito, mais percebo que mudanças são necessárias... Mas algo me diz que estamos muito longe  de uma ''melhoria notável''. Mas 'bora lá', pois como diz Renato Russo: ''Quem acredita sempre alcança''.