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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Escola, Cultura e Sociedade.




                                                   Aspectos culturais no Brasil
      Ao elaborar essa reflexão muitos questionamentos. Primeiramente, como é reconhecida nossa cultura fora do Brasil? Que credibilidade temos perante outros países, quando se refere ao tema ''cultura''? Será que nossa Pátria Educadora, como se intitula o Brasil, se importa de fato com aspectos culturais e educacionais? E por fim, como nós individualmente, quer alunos quer professores, nos importamos com este tema, e fazemos jus para nos tornarmos e formarmos cidadãos ''cultos''?
     Ao pensar nessas questões acima levantadas, não vejo com otimismo e positividade as respostas a estes questionamentos. Por que? Vejamos juntos...
    Como é reconhecida nossa cultura fora do Brasil? O nosso país é privilegiado, pois devido seu contexto histórico e colonização a grande variedade de culturas misturadas fazem com que sejamos únicos. Basta olharmos de norte a sul, de leste a oeste a grande miscigenação de povos que aqui vivem. Que de forma pacífica convive. Que torna nossas tradições tão procuradas por alguns. . Porém infelizmente, alguns ainda procuram nosso país apenas em épocas de festividade- como o Carnaval, por exemplo. Não é novidade que durante este período, o turismo sexual se faz tão presente. Inclusive jovens e adolescentes, pela garantia de dinheiro fácil acabam entrando para esta vida. Esta triste realidade, apenas ironia do destino ou o fruto de uma sociedade hipócrita que nunca se importou e proporcionou um novo olhar sobre este tema?
     E o que podemos dizer de uma Pátria que se diz Educadora, porém desvia milhões de reais diariamente de fundos destinados a educação? Sabemos que professores, nossos heróis, não recebem o mínimo de dignidade e respeito em suas jornadas de trabalho. A falta de recursos, merenda, saneamento básico, transporte escolar não são casos isolados; fazem parte da rotina cruel de muitas escolas. Infelizmente, alunos são OBRIGADOS A ESTUDAR, sem um mínimo de MOTIVAÇÃO. Nessas poucas frases citadas acima, conclui-se que nossa pátria não se importa com estes que serão o futuro da nação!
    E o que dizer de nós individualmente,será que nos importamos realmente com este tema, e fazemos esforços para nos tornarmos e formarmos cidadãos cultos? Também não vejo essa resposta, sob uma boa perspectiva. Pois muitos de nós se quer sabemos e compreendemos o que é CULTURA. Isso é lamentável, pois é esta que será capaz de  transformar um povo- uma nação. São as evoluções e o progresso baseadas na cultura que trarão mudanças significativas.
    Precisamos com urgência, rever nosso conceito desta palavra. Afinal CULTURA não é apenas LAZER- ENTRETENIMENTO. Vai muito, mas muito além disso. Cultura é um direito do cidadão, seja ele adulto ou criança.
    Cultura é o ''progresso'', o cuidado, o ''cultivo'' de novos ideais que nosso Brasil carece. O nosso povo carece de um novo olhar político, social e educativo. Nossa sociedade, não pode mais aceitar como normal as barbáries que vem acontecendo a todo instante.
    Precisamos como um só povo- unido, agir para uma REVOLUÇÃO SOCIAL, POLÍTICA E CULTURAL. Aí quem sabe, um novo raio de esperança comece a surgir no horizonte!
   
 

domingo, 3 de maio de 2015

Quanto vale ou é por kilo?

Quanto vale ou é por kilo?







                                           

      Ao assistir este filme, a primeira pergunta que me faço é: ''Quantas Armindas e quantos Ricardos existem em nosso país?''
     Arminda, mulher negra, humilde e que mora na favela. Sonhou e lutou pela sua comunidade, até que lhe foi prometido a inclusão digital na periferia. Ricardo homem branco, classe média alta, que promete muitas coisas, sonega impostos, desvia dinheiro público e vive de promessas. Quanta similaridade com os nossos dias!
      Ao rever a história de nosso país, fica claro o desmerecimento e a postura horrenda por parte da ''elite dominante''. Sobriedade, honestidade, subserviência, imobilidade, dignidade esvaziada- os escravos- os negros, viviam sob tais condições.
      Hoje não é diferente! A única diferença é que a classe dominante massacra não apenas os negros, mas também os brancos, índios, idosos e crianças, trabalhadores que pagam horrores de impostos e que não possuem o mínimo de suas necessidades básicas atendidas pelo governo.
     Clamamos por segurança, saúde, educação e não os temos. Ao mesmo tempo, percebemos grandes desvios de dinheiro público, sonegações, superfaturamentos, e assim sucessivamente. Essa prática já faz parte de nosso cotidiano, e como ficou claro no filme, isso é CULTURAL- histórico aqui no nosso país.
     Em certa parte do filme, um ator diz o seguinte: '' E esse é nosso navio negreiro. Dizem que a viagem era bem assim, só que ela durava dois meses, e o principal o navio ia terminar em algum lugar. Na escravidão a gente era tudo máquina...tudo máquina. Aí eles pagavam o combustível para a gente trabalhar de graça para eles... Agora não..Agora é diferente. Agora a gente é escravo sem dono. Isso diz alguma coisa sobre nosso país...O que vale é ter liberdade para consumir. Essa é verdadeira funcionalidade da democracia''. Que palavras fortes, não? Mas mais forte ainda é sabermos que vivemos em uma DEMOCRACIA onde os pobres são amordaçados. Tudo em nossa volta gira em torno de investimento, lucro....DINHEIRO.
    Vivemos isso. Essa cultura está arraigada em nosso inconsciente. Por mais que digamos NÃO, isso infelizmente faz parte da nossa cultura.
     Isso é muito sério! Já estamos tão acostumados com isso, que nem nos assustamos mais. Podemos até ficar indignados, mas não sabemos o que fazer. Desvios de dinheiro público, fraudes, notas forjadas, contas paralelas EXISTEM  e de forma descarada. Aqueles que eram pra ser nossos representantes- nossos políticos, nos apunhalam pelas costas após receber o voto.
  Esse assunto me dá nojo. Pois como foi lembrado nessa atividade, isso é histórico. Esse comportamento faz parte da CULTURA SOCIAL DO BRASILEIRO.
    Precisamos de REFORMA POLÍTICA ,JUDICIÁRIA E EDUCACIONAL para punir que precisa ser punido. Ajudar quem precisa ser ajudado. e a maior REFORMA que precisamos, é a REFORMA MORAL, REFORMA DE PENSAMENTOS E ATITUDES!
    Tarefa difícil, mas não impossível!!!
    
     
   





domingo, 26 de abril de 2015

Aspectos Culturais e Escola

                                                           Escola e Cultura

    Quantas reflexões possuo essa semana após ler e assistir o material da interdisciplina '' Escola, Cultura e Sociedade''. Achei as leituras um tanto complicadas, pois ali consta inúmeros autores e idéias que para mim são muito novas. Mas após abrir a mente para tentar compreender o material estudado, muitas idéias e reflexões agora tenho a lhes passar.
     Sabemos que a escola é um local importantíssimo para as interações sociais. É ali que as primeiras amizades serão feitas, as primeiras disputas serão resolvidas, enfim é ali que os primeiros laços serão estabelecidos. Talvez nós que fazemos parte desta comunidade, não nos damos conta de quão importante é esse espaço no que diz respeito a influência cultural para os demais que ali pertencem (no caso alunos).
     Precisamos fazer deste espaço um lugar mais aberto ao diálogo, as discussões. Um lugar que forme seres pensantes. Seres que acreditem num lugar melhor. Precisamos mudar nosso dia dia de sala de aula. Quando falamos em mudar, quero dizer, parar de centrar nossa atenção apenas no conteúdo e nas notas.
     Nossos alunos se encontram em pleno processo de desenvolvimento físico, mental, cognitivo e social. Precisamos então, com urgência, rever nossa prática pedagógica.... Propor debates, feiras, atividades que desenvolvam o senso crítico dos alunos e façam eles adquirir opinião própria. Precisamos formar PENSADORES  e não REPRODUTORES de um Sistema.
     Ao pensar nisso e rever minha prática pedagógica, chego a conclusão que de por vezes trabalhamos a influência cultural de povos apenas em datas relacionadas a isso. E como sabemos, passamos o saber superficialmente. Podemos salientar aqui, o Dia do Índio, quão grande a riqueza cultural deste povo, porém, lembramo-nos de falar deles em aula somente nos dias que antecedem o 19 de abril, e muitas vezes passamos a impressão aos alunos, de um povo simples que não progrediu social, profissional e tecnologicamente. Que erro que nós docentes cometemos ao fazer isso!
     Ao falarmos nos aspectos culturais e na multiculturalidade de nosso país, sabemos que convivemos em uma sociedade que vive em harmonia dentro do possível, porém o preconceito está ''entrincheirado'' dentro dela.  O ''diferente'', é visto e excluso. Ao pensar no que é ser diferente, falo do que a mídia coloca como estereótipo de exemplo. Dentro desses, falo do gordo, do negro, do estrábico, e assim por diante. Fala-se muito em igualdade, mas pouco se faz para ter condições iguais a todos. Infelizmente até hoje presenciamos o ''racismo escondido''. Dentro das escolas, faz-se a campanha contra o ''bulling'', mas sabemos que desde muito cedo esses comportamentos fazem-se presentes.
     Graças a ''minoria excluída'', existem grupos que desejam o reconhecimento de sua identidade, direitos e dignidade. Não apenas querem ser reconhecidos mas lutam por isso. Acredito que, se essa temática for trabalhada nas escolas desde cedo, não apenas com os alunos, mas também com a comunidade, muita coisa seria aos poucos mudada. Presenciamos nas aulas de faculdade, temas polêmicos, que são analisados, pesquisados e discutidos. Nas escolas públicas, discussão e opinião não fazem parte dos conteúdos, e por isso não são esmiuçados.
    Resumidamente, precisamos o quanto antes mudar. Não o aluno se adaptar a escola. Mas sim, a escola de adaptar ao aluno.  Precisamos rever o aluno que está em nossa comunidade escolar. Precisamos querer mudar nossa forma de dar aula. Mas enfim, precisamos ACREDITAR nessas mudanças e QUERER fazer diferente. Numa das citações do polígrafo, diz que '' somos agentes revolucionários''... Revolução..Nossa EDUCAÇÃO COMO UM TODO PRECISA SER REVOLUCIONADA... Porém precisamos juntar forças para que isso aconteça!