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sábado, 2 de maio de 2015

E as reflexões continuam....

                              Agentes Revolucionários - Eis o PAPEL DO PROFESSOR
             Quanto conhecimento acumulado ao longo desse meio semestre. Hoje compreendo a veracidade de uma ditado que minha mãe sempre dizia: '' A única coisa que não se tira de uma pessoa é o CONHECIMENTO.'' Como ao longo dessas semanas, concordo com isso e já mudei de opinião e pensamento.
         As leituras, trocas de experiência e a visão de mestres me tem motivado a acreditar em mudanças.
    Na penúltima leitura, li algo que classifica o professor como um ''AGENTE REVOLUCIONÁRIO''. Vocês como eu, imaginam o poder que temos então?
         De acordo com certo dicionário a palavra AGENTE significa QUE EXERCE ALGUMA FUNÇÃO\ PRODUZ ALGUM EFEITO. E a palavra REVOLUCIONÁRIO significa QUE FAZ A REVOLUÇÃO- FAVORÁVEL A TRANSFORMAÇÃO- INOVADOR.
         Quanta responsabilidade possuímos. Precisamos nos unir em busca de respostas e ideias. Precisamos ser inovadores. Nos TRANSFORMAR.
              Parece bobagem isso que idealizo. Afinal, como pensar em transformação num país que vive da corrupção, da esperteza e é tachado culturalmente como um povo ''que tenta tirar vantagem de tudo''. Esse exemplo é o que recebemos das autoridades.
            Que tristeza sinto em meu coração ao refletir e chegar a essa conclusão. Ao mesmo tempo, parece que os poucos que querem revolucionar são barrados e agredidos pela classe dominante. Percebemos isso, pelo que fizeram com nossos professores e colegas do Paraná  esta semana.
             Acredito que o primeiro passo para revolucionar, é TODOS PROFESSORES, digo TODOS- de norte a sul, de leste a oeste se UNIR. Buscar mudanças, lutar por aquilo que tanto idealizam. Precisamos mostrar aos governantes o poder que temos como classe trabalhadora. O que me parece, é que nós não acreditamos na gente mesmo.Talvez pela desmotivação, pela falta de ética por parte de alguns colegas ou até mesmo pelo excesso de preocupação e incomodação. Nós paramos de acreditar em nosso poder!
          Está na hora dessa classe sofredora ACORDAR. ACREDITAR. Precisamos REFAZER NOSSA EDUCAÇÃO. Precisamos PARAR DE SEGUIR A MAIORIA QUE NÃO ACREDITA MAIS EM SEU POTENCIAL.
                 Cabe a nós, os que se intitulam, SERES REVOLUCIONÁRIOS LUTAR. Voltar a acreditar em sonhos e ideais. Por mais difícil que seja, NÃO PODEMOS DESISTIR. Quem sabe assim, um dia essa utopia se torne realidade!!!

terça-feira, 31 de março de 2015

Seminário Integrador: Retratos da Escola

                                                  Olá gente!
     Quanta coisa tenho para refletir ao falar do primeiro trabalho de avaliação: RETRATOS DA ESCOLA. 
     Ao fazer este processo reflexivo muita coisa vem em minha cabeça. Como já falado no trabalho, entrei nessa escola dia 07/04/2014. Ao entrar ali fui muito bem recebida e foi amor a primeira vista.
     Quando iniciei esta tarefa de realizar o ''retrato'', conhecia a escola superficialmente. Para mim, foi de grande proveito realizá-la apesar das dificuldades. Ao ler mais sobre a história dessa escola, seu Projeto Politico Pedagógico, suas diretrizes, sua filosofia e assim por diante- abriu-me os horizontes. A  visão positiva e o sentimento especial que eu já possuía por esta escola aumentou muito.
     Primeiramente, não podemos falar no Retratos da Escola, sem antes falar no grande desafio que foi aprender a mexer no Pb Works. E pensem em desafio! Além de ser toda plataforma em inglês e eu não ter conhecimento desta língua, fiquei por vezes confusa até compreender o que era o tal de diário de bordo e planejamento. O que deveria constar em cada uma das páginas. Claro que, depois de compreender isso, as coisas foram se tornando mais fáceis. Mas também lincar mapas, sites, vídeos e fotos foi de imensa dificuldade. Precisei nesse momento do desafio, acreditar em meu potencial e  perder a vergonha de por inúmeras vezes ''incomodar'' as tutoras de plantão. Digo incomodar, porque sou muito ansiosa, e então era dia, noite, madrugada, sábado e domingo; via telefone ou internet PERGUNTAVA...QUESTIONAVA... Falava com vários tutores ao mesmo tempo afim de tentar compreender ao máximo o que foi exigido nesse trabalho. Quase sempre queria a resposta na hora,  e então por não aguentar até o dia seguinte, acredito que  talvez cheguei a atrapalhar essa equipe de ''anjos'' que sempre me atendeu com paciência e educação!
     Ao pensar na Escola Padre Jaeger, impossível não levar em consideração como ela é considerada pela comunidade: '' uma escola família''. É assim que eu a vejo, e ao refletir sobre o vídeo e rever ele nesse momento, isso fica muito claro. Uma escola aberta ao diálogo, uma escola que planta sonhos e acredita em mudanças. Uma escola que  respeita e acolhe o ''diferente''. Uma escola com um ideal: Formar seres pensantes. Formar pessoas capazes de questionar e acreditar que mudanças acontecem. Formar seres que compreendam que a única arma capaz de mudar uma sociedade é a educação.
     Com certeza, realizar esse primeiro trabalho de avaliação, foi muito importante. Enriqueceu-me como pessoa. Esses  momentos de reflexão, sistematização, meta reflexão, superação e descobertas
deveriam ser realizados com mais frequência. Deveriam ser o princípio norteador de nossa prática pedagógica e vida docente. Ao realizar essa atividade cheguei a conclusão do quão importante é olharmos para nós mesmos, não apenas ao querermos nos avaliar profissionalmente, mas individualmente... como pessoas...como seres humanos. Nosso olhar crítico a respeito daquilo que nos cerca, nos leva a mudanças, mudanças significativas que só tem a nos acrescentar e nos levar ao ápice de um pleno desenvolvimento.
     No que se trata de ter um ''outro olhar'' a partir do que vivenciamos e pretendíamos mostrar em nosso Retrato, posso dizer que consegui chegar no meu objetivo, mostrar o diferencial  da Escola Padre Jaeger. Com um currículo extenso e participativo, buscamos oportunidades de interações. Essas são realizadas através de oficinas, brincadeiras, saraus, atividades festivas  com o apoio da comunidade. Zelando por isso, posso dizer que com este olhar mais aprofundado que a atividade Retratos da Escola me proporcionou no ano de 2015,   cresceu a vontade vontade e a criatividade de fazer algumas atividades artísticas. Por exemplo, as turmas do nono ano apresentaram a peça de Teatro 'Menina Bonita do Laço de Fita, em comemoração a Páscoa. Logo em seguida uma das alunas vestiu-se de Coelha e ajudou a entregar os ninhos para as crianças menores.  Sempre me achei zero a esquerda em fazer estes tipos de trabalho, e nunca dei muita importância para isso. Mas ao refletir sobre minha docência e quanto isso é importante para os alunos, me ''puxei'' e fiz algo que para mim foi superação e  para eles motivo de alegria. Seguem algumas fotos para comprovar e para mostrar o quanto isso me realizou!
   
                                







         Esta ampla visão que o curso já está me proporcionando, bem como a troca de experiências que temos com nossas colegas professoras,  está mudando muito meus conceitos quanto a determinadas situações pedagógicas. Confesso que, sempre fui um pouco relapsa no que se refere a mudanças.  Por falta de motivação ou por seguir a maioria, acabava muitas vezes repetindo erros no que se refere a docência. Talvez  por aquele sentimento de ''ser mais fácil'', acabava dando quase sempre aulas prontas, sem o cuidado de preparar o aluno para o que aprenderia. Acabava simplesmente dando atividades no quadro ou em folhinhas, sem mostrar o real valor daquilo.Também passava o conteúdo de forma automática. Não questionava-os para ver o que eles já traziam de conhecimento relacionado ao assunto apresentado.  Quando o professor Rafael Arenhaldt nos mostrou o vídeo de Saramago: ''Ensaio sobre a cegueira'', e a professora Cíntia Boll nos mostrou e explicou  a importância do ''aprofundamento do olhar'', comecei a repensar minhas atitudes frente aos meus alunos. Entre algumas frases faladas em aula, algo que me chamou atenção foi o seguinte: ''PRECISAMOS QUERER VER''. Essas palavras ficaram tão gravadas em mim, que a partir daquele momento, DECIDI REVER COM MAIS CARINHO MINHA PRÁTICA PEDAGÓGICA e A COMUNIDADE ESCOLAR QUE ESTOU INSERIDA.
      Neste momento, quão importante foi a realização deste trabalho sobre o Retratos da Escola. Ao fazê-lo fiz com carinho. Com vontade. Tendo um olhar diferenciado. Procurei olhar de forma respeitosa aquilo que me cercava. Ao mesmo tempo o olhar crítico. Procurei mostrar as coisas boas, porém dei minha opinião quanto o que não está tão bom assim. O que precisa ser modificado. Também comecei a me criticar construtivamente para compreender e reafirmar para mim mesma QUEM SOU EU??QUE TIPO DE PROFESSORA SOU: APENAS MAIS UMA??? . Qual o papel que eu devo desempenhar ao meu público? Que marcas quero deixar daqui pra frente em meus alunos? Que tipo de aula gostaria de ter tido quando tinha a idade deles? Como gosto de ser tratada? O que posso fazer para ter a família mais presente afim de acompanhar a vida escolar dos filhos? Vocês não imaginam o quanto esses questionamentos nortearam minha rotina dali pra frente!!