quarta-feira, 6 de abril de 2016

'' Sou criança e meu trabalho é Brincar''.



''... Quando você me pergunta o que eu fiz na escola hoje,
     e eu digo, eu brinquei.
     Por favor, não me entenda mal.
     Porque enquanto eu brinco estou aprendendo.
     Estou aprendendo a ter prazer,  e ser bem sucedido no meu trabalho.
    Eu estou me preparando para o amanhã.
    Hoje eu sou criança e meu trabalho é brincar.''
                                         (Anita Wadley)   



        Quantas reflexões após essas semanas de aula, em especial a nossa primeira aula de Ludicidade na Educação. Mal sabia eu, quanto o lúdico é importante para nossas crianças em idade escolar. Sim refiro-me aqui BRINCAR PELO BRINCAR.
        Este ato de brincar é vital, pois inconscientemente a criança reproduzirá sua realidade. A criança irá aprender a lidar com conflitos, estabelecer regras de convivência e como vimos no poema acima citado: '' seu único trabalho deveria ser o brincar.''
        Como professores, precisamos permitir que estes momentos aconteçam livremente, não apenas no ''recreio'', mas inclusive na sala de aula. Precisamos adentrar nas sapequices dos alunos, para que eles também adentrem em nossa seriedade.
        Que daqui pra frente, eu possa ''olhar'' as brincadeiras e os jogos lúdicos de forma cuidadosa, carinhosa, indagando e interpretando este bem fazer, e especialmente que em minhas aulas este ato se torne parte da rotina, pois enquanto eles brincam, tenho certeza, eles estão aprendendo!


terça-feira, 29 de março de 2016

'' Por detrás de uma lente ocular...''



     Em nossa última aula de Seminário Integrador III, percebemos e discutimos a diferença entre ver e olhar.  De acordo com o autor Sérgio Cardoso,  estes atos são extremamente diferentes. Seus significados são distintos e possuem sentidos diversos.
     Nós como futuros pedagogos, ao longo de nossa caminhada, sabemos o quanto o ''olhar'' é vital se queremos fazer algo em prol da educação, ou quem sabe até de um Sistema. Pois é este olhar que interroga, investiga, dá sentido, procura, pensa, inquieta e mergulha em uma construção constante.
     É o olhar que permitirá que mudemos nossa visão de mundo e fará com que enxerguemos como este se transforma. É o olhar constante, centrado em detalhes que, não permitirá que fiquemos estagnados e coniventes com tudo que se passa a nossa volta; antes permitirá que tenhamos o  desejo de mudar e fazer a diferença.
     É este olhar, que por detrás de minha lente ocular, permitirá que olhe meu aluno de forma diferente, sabendo que junto daquele corpo presente em aula, a uma enorme bagagem que ele trás consigo. Mais importante ainda, é este olhar que me motivará a fazer mais por este aluno, por esta comunidade escolar e assim sucessivamente.
     Enfim, pequenas mudanças poderão ser alcançadas se começarmos a cultivar o gosto e o desejo pelo ''olhar''. Consequentemente, nos sentiremos mais leves em saber, que através desta atitude estaremos dando inicio a um longo processo que culminará quem sabe, na aquisição de uma nova Sociedade!

terça-feira, 15 de março de 2016

Eixo III



         '' A sua vida tem a cor que você pinta. Pegue as mais belas tintas, e pinte uma linda paisagem.
            Pegue seus mais belos sonhos e construa um castelo.
            Pegue sua fé e sua esperança e as coloque de sentinela neste castelo.
            Pegue sua força e seu amor e viva de bem neste paraíso construído por você..
  NÃO SE ESQUEÇA:
            A sua vida tem a cor que você pinta.
            Seu castelo, o tamanho dos seus sonhos..
            Sua fé e esperança tem a dimensão do seu medo, e sua força e amor tem a grandeza de sua alma...''
                                                                                            (Autor Desconhecido)




                       Que neste eixo, ou neste semestre, possamos pegar nossas tintas, as mais coloridas possíveis e pintar,  ou reinventar, as nuvens cinzentas que por vezes rodeiam nosso fazer pedagógico. Que nossa fé e esperança nunca se esgote, afinal desafios e espinhos sempre encontraremos na busca de nossos objetivos.. Que nunca percamos a fé e o amor por nossa profissão... Que sigamos dispostos a mudar essa Educação, que já não é mais acreditada por quase ninguém... Que consigamos sonhar.. Sim, sonhar num amanhã melhor.. Num amanhã mais justo e igualitário.. Sonhar que tudo é possível e que todos possuam as mesmas oportunidades....
                       Desejo a todos colegas, tutores e mestres um excelente ano de trabalho e aprendizado.. E que juntos, sob um mesmo olhar, nunca esqueçamos que '' a nossa vida tem a cor que nós mesmos pintamos..''  Então, que deixemos o preto e branco de lado, e abusemos neste semestre das cores, pois tenho certeza, que a paisagem, logo mais a frente desenhada, será motivo de muito orgulho e alegria!!!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Brincar na Escola



     Conforme vimos no vídeo Caramba, Carambola, o ato do brincar é extremamente importante para as fases de educação infantil e séries iniciais. Para as crianças, o brincar é uma forma de linguagem  que expressa para a criança estar no mundo. Através deste ato, a curiosidade e a aprendizagem serão instigados. A ideia de que para estarmos concentrados devemos estar quietos, está retrógrada, pois como sabemos, não pensamos apenas com um cérebro, mas devido nossa corporeidade, somos e pensamos com um corpo inteiro.
     Para as crianças então, é vital que experimentem o seu mundo. Dar liberdade. Abrir espaços dentro da escola para que aja a interação dos diferentes grupos, nos seus diferentes espaços. Precisamos nos desvincilhar de ''nossa cultura educacional engessada'', onde a alguns anos atrás não eramos permitidos brincar. Isso não era valorizado no ambiente escolar, pois a escola era lugar individualista- servia apenas para ler e escrever.
    Ser criança é privilégio! Ser criança é brincadeira! Que possamos valorizar essa etapa tão importante, e permitir que nossos alunos experimentam seu mundo com alegria e satisfação...

A escola dos sonhos....

                                                   


         Me pego neste momento pensando como seria a escola que desejo ver meus netos estudando daqui trinta ou quarenta anos. Com certeza seria uma escola bem diferente das que presenciamos hoje.
        Snyders já falava em uma ''escola alegre''. Sim uma escola que abrisse caminho para que tudo acontecesse diferentemente do que hoje é visto como normal.
       A escola que sonho para os meus netos, seria uma escola pública em que houvesse possibilidades iguais para todos. Um lugar agradável de se estar. Onde o autoritarismo, a repetição mecânica de conteúdos e a cultura massante não se fariam presentes. Um lugar que ensinasse que a cultura social deve ser modificada sempre que houver necessidade.
     Este lugar se tornaria não um local de enclausuramento, que fecha paredes e tranca idéias; mas ao contrário, janelas seriam abertas a todo momento, asas seriam dadas a imaginação e a fantasia daria lugar a esperança e a oportunidade de concretizar dias melhores.
    Sim, tecnologia e artes seriam vistas sob um novo enfoque. Liberdade, autonomia- formação constatante. Transformar seres dispostos a transformar realidades. Seres que interfiram, acreditam e façam mudanças sem temer represálias.
    Sonhar...EIS O DEVER DE NÓS MORTAIS... E agora cabe a mim, tentar fazer minha parte para que este sonho um dia se torne realidade, e que consigamos almejar uma nova escola, onde a alegria por parte do aluno irradie a outros em sua volta!!
























































































































































































































































































































































































































































































































terça-feira, 17 de novembro de 2015

Os ''mistérios'' da arte de alfabetizar.




                                                             Alfabetizar:
                             ''Alfabetizar é acender uma luz que jamais será apagada.
                              É iluminar um futuro próximo e também distante.
                              É deixar uma marca útil que se eternizará.
                              Alfabetizar é mais uma forma de amar...''
                                                                                 Augusta Schimidt



     Enfim, quantas aprendizagens vimos neste semestre referente a interdisciplina Fundamentos da Alfabetização. Como me sinto feliz em olhar essa pequena estrada percorrida e ver como meus conceitos quanto alfabetização mudou. Confesso que, ver mais a fundo as teorias de Emília Ferreiro, juntamente com Ana Teberoski, me fez desvendar as inúmeras hipóteses até acontecer a alfabetização. Através da psicogênese da língua escrita, vimos o quão importante são essas descobertas. Como vimos, estas nos facilitam na prática de sala de aula, pois reconhecemos o grau que nosso aluno se encontra, uma vez que a alfabetização e o conhecimento se trata de um processo. Com certeza, isso influenciará minha maneira de dar aula, pois começarei a valorizar mais os avanços que meu aluno dá, dando constante atenção a isso, e não apenas no resultado final.
   Através das aulas explicativas da professora Rangel, em sua maneira autêntica de nos mostrar como é difícil a decodificação da língua escrita para as crianças, foi nos dado um alfabeto em árabe. Conseguimos na prática perceber o quão pacientes devemos ser com nossos pequenos, pois foi muito difícil para nós adultos darmos seguimentos as atividades em árabe.
   Pude perceber então, que o verdadeiro construtivismo, ou o ambiente pedagógico ideal para Emília Ferreiro, seria uma sala de aula com muitos tipos de jogos. Conseguimos confeccionar alguns durante esses meses. Também, estes não devem ser jogados por jogar, mas antes serem usados com o intuito de ''DESAFIAR'' os alunos para que estes construam seu próprio conhecimento ou aprendizagem.
    Foi muito legal também saber, que o processo de alfabetização se inicia por volta dos quatro meses de idade, e que quanto mais for trabalhado e fornecido materiais para este bebê, isso terá grande repercussão na fase escolar, propriamente dita. Como é importante o uso de livros e materiais deste tipo desde a tenra idade.
  Foram muitas vivências, participações, experiências enriquecedoras para mim. Como coloquei ali em cima os dizeres de Augusta S., a alfabetização é um momento único na vida de qualquer ser. É realmente uma forma diferente de AMAR.  Nada se compara, nenhuma alegria maior de saber que fomos os responsáveis por determinada criança não ser um analfabeto.. Isso é um privilégio. Como apaixonada pela arte de ensinar, quero muito, cada vez mais marcar mentes e corações, sob essa nova forma de alfabetizar, e na certeza de fazer o meu melhor e ser partícipe de algo que se eternizará!!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

O essencial é invisível aos olhos....

               
                                                
               ''São tantas imagens que não vemos mais nada, apenas absorvemos. Não pensamos mais a respeito do que estas nos dizem. Passamos batido por tudo e compramos como mercadoria barata, maneiras de ser e agir expressos nestes artefatos.''
                                                                         (Retratos de uma Infância Contemporânea-2015)

               É a cada dia me pergunto: '' Onde está nossa essência? Em que local ela se perdeu? Por que deixamos chegar ao ponto de não valorizar mais nossos objetos, pessoas e sentimentos? Como disse a autora acima citada, não vemos mais nada, apenas absorvemos. É tanta rotatividade, lucro e descartabilidade, que já não sabemos mais dar valor a nada. Isso acontece não apenas nos inúmeros produtos de uma prateleira de supermercado, mas acontece em nossos relacionamentos pessoais. Acontece também quando desvalorizamos o corpo que nos foi dado, e partimos na busca impensada pelo corpo perfeito.
            Sem nos aperceber, nos auto mutilamos em aceitar o que a mídia nos impõe. Achamos que o TER é fundamental. Compramos TUDO apenas para seguir a maioria. Fazemos de tudo para vivenciar não apenas uma ''infância soft'', mas ouso dizer que este termo se aplica a outras etapas da nossa vida, inclusive ao adulto. Sim a busca pela beleza, aceitação e admiração é o que move a maioria das pessoas, em especial as meninas.
           Já não possuímos mais relacionamentos como antigamente. Dependendo das circunstâncias, as próprias amizades são vistas como ''mercadoria baratas'', pois em tudo parece haver algo ou alguém tirando vantagem. Muito triste tudo isso!
          Essa é a visão que eu tenho. Sim a evolução de uma infância ocorreu, mas como educadora não consigo ser conivente com tantas coisas que presencio. E como tal, tentarei fazer meu papel, de mostrar a grande veracidade que Saint Exupery nos ensinou: ''o ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS''. Talvez aí que nos perdemos, queremos muitas coisas, mas esquecemos que ''POUCAS COISAS NOS SÃO NECESSÁRIAS''.