Aprendizagens WORKSHOP: Preparação e Organização
do Material
Após estas férias, chego a conclusão de que terei muito trabalho pela frente.. Já estava com saudades deste nosso canal de ''comunicação'' por assim dizer. Pois bem, minha primeira postagem neste semestre tem a ver com o WORKSHOP de avaliação, pelo qual todos do PEAD foram submetidos no semestre passado! Só uma coisa a dizer sobre ele: EU SOBREVIVI a este riquíssimo meio de avaliação!
Neste momento se tornou mais tranquilo falar sobre o WORKSHOP, pois com certeza esta experiência se tornou marcante para mim. Acredito que eu, e os demais colegas ''padecemos'' até compreender ao certo o que era este método avaliativo e o que deveria conter nele. A ideia de passarmos por uma banca, na qual defenderíamos e argumentaríamos nossos pontos de vista era mais que assustadora, pois somos leigos neste assunto e sabemos que, ''bancas'' são comuns no final de uma vida acadêmica e não logo no início.
Pois bem ao passar este primeiro impacto e susto sobre a responsabilidade deste trabalho, parti em colocar a cabeça pra funcionar e refletir sobre as reais aprendizagens que tive ao longo deste caminho. Para tanto, precisei reorganizar e preparar o material afim de apresentá-lo.
Partindo do princípio que o Workshop de Avaliação era individual e tinha por finalidade fazer-nos refletir sobre o processo de aprendizagem- e avaliação- INTERDISCIPLINAR; pensei então nas quatro interdisciplinas, e no que aprendi nelas durante este semestre: mas pensei nelas como peças de um quebra cabeça e em como elas se encaixaram em tudo na construção de meu saber.
Sob tal enfoque da interdisciplinaridade, revi e reorganizei textos, fóruns, vídeos e em como estes se completavam e em como estes influenciaram a minha prática docente. Por exemplo: ao pensar em meus próprios alunos, e muitas vezes não entender o porque de determinadas atitudes e comportamentos, bem como por saber que a educação no Brasil é desvalorizada a todo momento, foi de grande valia entender o porque disso acontecer estudando a teoria. Ou seja, meus alunos possuem certos comportamentos, porque possuem sua CORPOREIDADE, e como profissional preciso respeitar isso. E a educação está indo de mal a pior, pelo simples fato de que a disciplina ''CULTURA E SOCIEDADE'' nos fez compreender que o processo histórico-cultural do Brasil é esse: desmerecimento, dignidade esvaziada, classe dominante massacrando os menos favorecidos e assim por diante. Gente foi emociante perceber tudo isso e entender, vivenciando isso em sala de aula!
Claro que citei apenas dois exemplos. Mas durante o semestre muito eu aprendi. Como já havia mencionado, para realizar este primeiro trabalho precisei preparar e reorganizar todo material estudado.Para isso, precisei tempo,para reler anotações e polígrafos, assistir explicações bem como debater com outros colegas, para obter diferentes pontos de vista.
No geral, esta primeira parte ao meu ver foi a mais tranquila, pois '' EU'' fui a autora neste momento. Eu decidi sobre o que falaria. Eu pude chegar a conclusão do que havia sido mais significativo para mim no que se referia ao meu aprendizado individual.
Em minha próxima postagem falarei sobre os desafios e superações que começaram a surgir a partir da segunda parte de nosso trabalho, que foi a escrita de nossa Síntese Reflexiva.... Aguardem!!!!
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
terça-feira, 16 de junho de 2015
Modelos Pedagógicos e Epistemológicos
Reflexões sobre Modelos Pedagógicos e Epistemológicos
Que tipo de cidadão EU quero formar? Confesso que após ler e assistir o material desta semana, essa pergunta me soou diferente.
Ao analisar os diferentes modelos pedagógicos e epistemológicos percebemos o quanto precisamos reavaliar nossas práticas constantemente.
Estamos no século XXI, e ainda se faz presente em nossas escolas por parte de alguns professores, aulas dadas de maneira pronta, com cópias e mais cópias, gritos e regras abundantes. Para tais professores o aluno ''é um nada'', por assim dizer. O aluno é uma folha em branco, frente a cada obstáculo de sua vida.
Além de tudo que já foi falado, sob essa epistemologia aqui dito ''empirismo'', nada de criativo e de curioso acontece. Com certeza, afirmo que muitos colegas, mesmo que de maneira inconsciente dão suas aulas dessa forma. Lamentável, pois como sabemos, o futuro dessas crianças depende de uma nova linha pedagógica. Pois como queremos mudanças sociais, políticas e econômicas, se não formarmos seres pensantes, questionadores, capazes de transformar suas realidades?
Em contrapartida, o ''apriorismo'' segue sua linha epistemológica totalmente contrária a anterior mencionada. Se sob a linha anterior o professor era o ''dono da verdade'', o único que passava o conhecimento, e ao seu ver o aluno não passava de uma ''tábula rasa'', agora sob essa nova abordagem, o professor acredita que seu aluno já nasce com conhecimento. Para tanto, interfere o mínimo possível em suas aulas, pois estando ali ou não o aluno aprenderá igual.
Com certeza, essa tendência deixa a desejar, porque na verdade, o professor acaba não fazendo o seu papel de interferir no processo de aprendizagem do aluno. E é difícil compreender em que sentido ''ensinar prejudica o aluno'', como essa tendência defende.
E o que falar do Construtivismo ou Pedagogia Relacional? Com certeza, até o presente momento, essa se torna a ''pedagogia ideal''. O que podemos esperar de uma sala de aula, do dia dia de um professor construtivista?
Pois bem, primeiramente o professor levará algum material de maneira prévia, com o intuito de que seu aluno interaja com este material. Na verdade, sob esta perspectiva segue-se a linha de Piaget: assimilação, equilibração e acomodação.
Enfim, sob o construtivismo professor e aluno irão construir juntos o seu conhecimento, pois este conhecimento não tem fim. Aprendemos a todo instante. A todo momento-até o final de nossas vidas.
Também o autoritarismo e a preocupação excessiva com conteúdos não se faz presente por parte dos professores construtivistas, pois estes sabem que somente a CONSTRUÇÃO do conhecimento deverá ser valorizada a todo instante.
Ao analisar estes três modelos pedagógicos e epistemológicos, não me convém julgar cada um deles. Mas uma verdade precisa ser compartilhada: se almejamos mudanças futuras, precisamos rever nosso espaço escolar hoje. Como formaremos seres pensantes, questionadores se não os propiciamos isso?
Quanto a mim Karina, quero a cada dia melhorar minha qualidade de ensinar. Quero sim, formar cidadãos do bem, capazes, pensantes, questionadores, curiosos. Porém sabemos que a união faz a força, por isso acredito que juntos TODOS de nossa classe precisamos refletir nessa frase: '' Por uma educação que ajude a PENSAR, e não nos ensine OBEDECER.'' Simples assim. No dia em que TODOS como classe unida, pensarmos e agirmos com o mesmo objetivo, chegaremos em nosso ideal de não apenas transmitir o mínimo de conhecimento, mas permitir que nossos alunos se tornem autores de suas próprias histórias!!
Que tipo de cidadão EU quero formar? Confesso que após ler e assistir o material desta semana, essa pergunta me soou diferente.
Ao analisar os diferentes modelos pedagógicos e epistemológicos percebemos o quanto precisamos reavaliar nossas práticas constantemente.
Estamos no século XXI, e ainda se faz presente em nossas escolas por parte de alguns professores, aulas dadas de maneira pronta, com cópias e mais cópias, gritos e regras abundantes. Para tais professores o aluno ''é um nada'', por assim dizer. O aluno é uma folha em branco, frente a cada obstáculo de sua vida.
Além de tudo que já foi falado, sob essa epistemologia aqui dito ''empirismo'', nada de criativo e de curioso acontece. Com certeza, afirmo que muitos colegas, mesmo que de maneira inconsciente dão suas aulas dessa forma. Lamentável, pois como sabemos, o futuro dessas crianças depende de uma nova linha pedagógica. Pois como queremos mudanças sociais, políticas e econômicas, se não formarmos seres pensantes, questionadores, capazes de transformar suas realidades?
Em contrapartida, o ''apriorismo'' segue sua linha epistemológica totalmente contrária a anterior mencionada. Se sob a linha anterior o professor era o ''dono da verdade'', o único que passava o conhecimento, e ao seu ver o aluno não passava de uma ''tábula rasa'', agora sob essa nova abordagem, o professor acredita que seu aluno já nasce com conhecimento. Para tanto, interfere o mínimo possível em suas aulas, pois estando ali ou não o aluno aprenderá igual.
Com certeza, essa tendência deixa a desejar, porque na verdade, o professor acaba não fazendo o seu papel de interferir no processo de aprendizagem do aluno. E é difícil compreender em que sentido ''ensinar prejudica o aluno'', como essa tendência defende.
E o que falar do Construtivismo ou Pedagogia Relacional? Com certeza, até o presente momento, essa se torna a ''pedagogia ideal''. O que podemos esperar de uma sala de aula, do dia dia de um professor construtivista?
Pois bem, primeiramente o professor levará algum material de maneira prévia, com o intuito de que seu aluno interaja com este material. Na verdade, sob esta perspectiva segue-se a linha de Piaget: assimilação, equilibração e acomodação.
Enfim, sob o construtivismo professor e aluno irão construir juntos o seu conhecimento, pois este conhecimento não tem fim. Aprendemos a todo instante. A todo momento-até o final de nossas vidas.
Também o autoritarismo e a preocupação excessiva com conteúdos não se faz presente por parte dos professores construtivistas, pois estes sabem que somente a CONSTRUÇÃO do conhecimento deverá ser valorizada a todo instante.
Ao analisar estes três modelos pedagógicos e epistemológicos, não me convém julgar cada um deles. Mas uma verdade precisa ser compartilhada: se almejamos mudanças futuras, precisamos rever nosso espaço escolar hoje. Como formaremos seres pensantes, questionadores se não os propiciamos isso?
Quanto a mim Karina, quero a cada dia melhorar minha qualidade de ensinar. Quero sim, formar cidadãos do bem, capazes, pensantes, questionadores, curiosos. Porém sabemos que a união faz a força, por isso acredito que juntos TODOS de nossa classe precisamos refletir nessa frase: '' Por uma educação que ajude a PENSAR, e não nos ensine OBEDECER.'' Simples assim. No dia em que TODOS como classe unida, pensarmos e agirmos com o mesmo objetivo, chegaremos em nosso ideal de não apenas transmitir o mínimo de conhecimento, mas permitir que nossos alunos se tornem autores de suas próprias histórias!!
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Escola, Cultura e Sociedade.
Aspectos culturais no Brasil
Ao elaborar essa reflexão muitos questionamentos. Primeiramente, como é reconhecida nossa cultura fora do Brasil? Que credibilidade temos perante outros países, quando se refere ao tema ''cultura''? Será que nossa Pátria Educadora, como se intitula o Brasil, se importa de fato com aspectos culturais e educacionais? E por fim, como nós individualmente, quer alunos quer professores, nos importamos com este tema, e fazemos jus para nos tornarmos e formarmos cidadãos ''cultos''?
Ao pensar nessas questões acima levantadas, não vejo com otimismo e positividade as respostas a estes questionamentos. Por que? Vejamos juntos...
Como é reconhecida nossa cultura fora do Brasil? O nosso país é privilegiado, pois devido seu contexto histórico e colonização a grande variedade de culturas misturadas fazem com que sejamos únicos. Basta olharmos de norte a sul, de leste a oeste a grande miscigenação de povos que aqui vivem. Que de forma pacífica convive. Que torna nossas tradições tão procuradas por alguns. . Porém infelizmente, alguns ainda procuram nosso país apenas em épocas de festividade- como o Carnaval, por exemplo. Não é novidade que durante este período, o turismo sexual se faz tão presente. Inclusive jovens e adolescentes, pela garantia de dinheiro fácil acabam entrando para esta vida. Esta triste realidade, apenas ironia do destino ou o fruto de uma sociedade hipócrita que nunca se importou e proporcionou um novo olhar sobre este tema?
E o que podemos dizer de uma Pátria que se diz Educadora, porém desvia milhões de reais diariamente de fundos destinados a educação? Sabemos que professores, nossos heróis, não recebem o mínimo de dignidade e respeito em suas jornadas de trabalho. A falta de recursos, merenda, saneamento básico, transporte escolar não são casos isolados; fazem parte da rotina cruel de muitas escolas. Infelizmente, alunos são OBRIGADOS A ESTUDAR, sem um mínimo de MOTIVAÇÃO. Nessas poucas frases citadas acima, conclui-se que nossa pátria não se importa com estes que serão o futuro da nação!
E o que dizer de nós individualmente,será que nos importamos realmente com este tema, e fazemos esforços para nos tornarmos e formarmos cidadãos cultos? Também não vejo essa resposta, sob uma boa perspectiva. Pois muitos de nós se quer sabemos e compreendemos o que é CULTURA. Isso é lamentável, pois é esta que será capaz de transformar um povo- uma nação. São as evoluções e o progresso baseadas na cultura que trarão mudanças significativas.
Precisamos com urgência, rever nosso conceito desta palavra. Afinal CULTURA não é apenas LAZER- ENTRETENIMENTO. Vai muito, mas muito além disso. Cultura é um direito do cidadão, seja ele adulto ou criança.
Cultura é o ''progresso'', o cuidado, o ''cultivo'' de novos ideais que nosso Brasil carece. O nosso povo carece de um novo olhar político, social e educativo. Nossa sociedade, não pode mais aceitar como normal as barbáries que vem acontecendo a todo instante.
Precisamos como um só povo- unido, agir para uma REVOLUÇÃO SOCIAL, POLÍTICA E CULTURAL. Aí quem sabe, um novo raio de esperança comece a surgir no horizonte!
domingo, 7 de junho de 2015
Pensando em Corporeidade...
Corporeidade
Corporeidade, mente corpórea. O que é isso???
Confesso que ouvi essas palavras pela primeira vez, na UFRGS, na disciplina do professor Clésio. Ao me referir a estes termos difíceis, mal sabia eu, o grande significado que há por detrás delas.
Sim a elas, dá-se a entender o corpo em sua utilidade total; ou a maneira como nosso cérebro reconhece o corpo para se relacionar com o mundo. Assim como um carro, não entendemos o seu perfeito funcionamento, mas precisamos saber pilotá-lo para que um acidente não aconteça. Da mesma forma, precisamos saber ''pilotar'' nosso corpo. Para isso, é necessário entender o que pensamos e como somos disciplinados.
Ao saber que possuímos um cérebro único, precisamos rever quais são os estímulos e hábitos que temos para sua perfeita saúde e integridade. Não é em vão que por vezes, ele é assemelhado a uma ''máquina'', e por isso é capaz de ler diferentes formas e ângulos, percebendo diferentes estímulos. Cada indivíduo possui um cérebro e cada pessoa entende de forma diferenciada cada estímulo recebido. Cérebros são distintos. Isso faz nos entender o processo de aprendizagem de alguns alunos.
Sabendo disso, afirmamos que a CORPOREIDADE tem um papel fundamental na aprendizagem. O que nos leva a aprendizagem é o PROCESSO. Quanto professores então, precisamos parar de ''vomitar'' informações e conteúdos.
Cabe a nós revermos nossa posição perante a sociedade e nosso aluno. Precisamos PROCURAR novos objetivos. Pesquisar. Escrever. Acreditar. E claro, passar esta ''gana'', esta vontade de aprender aos nossos alunos.
Resumidamente, precisamos olhar o fenômeno do aprender sob novas perspectivas, novos autores, novas concepções. O mundo no qual fazemos parte, é dispersivo, temos ele a nossa disposição. Cabe a nós, procurar o essencial!!!!!
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Pro dia nascer feliz....
Pro dia nascer feliz....
Sabemos que a falta de saneamento, higiene, merenda e transporte escolar não faltam somente em escolas isoladas, mas no geral- em sua grande maioria, principalmente nas escolas rurais e de periferia. No filme isso ficou bem retratado, mostrando as regiões norte e nordeste- muito afetadas por este mal.
Já não bastasse isso, a falta de professores é um problema geral em nosso país. Aqueles que se fazem presentes, estão muitas vezes AUSENTES. A desmotivação, falta de interesse e os desafios que uma sala de aula impõe fazem com que se agrave essa situação.
Neste momento, voltamos ao que já é falado. Precisamos mudar nossa Educação. As didáticas precisam ser repensadas. Em pleno século XXI, forma de dar aula é idêntica as do século passado. Tudo evoluiu menos as Pedagogias!
Vivemos numa sociedade em constante transformação. As famílias de nossos alunos não são mais as mesmas padronizadas encontradas a um tempo atrás. Consequentemente isso se reflete em nossos alunos e em nossa sala de aula. O contato com drogas, violência. problemas familiares e responsabilidades fazem parte do contexto social das crianças desde muito cedo. Podemos dizer que as CRIANÇAS NÃO SÃO MAIS CRIANÇAS.
A escola precisa acolher seu aluno. Acreditar em seu potencial. Dar suporte aos mais ''difíceis''. Cabe ao professor transformar suas aulas. Acreditar nos seus alunos. Acompanhá-lo em suas dificuldades, fracassos e vitórias. Incentivar. E óbvio para tudo isso acontecer o professor deve QUERER e ALMEJAR tudo isso.
Temos um grande desafio pela frente. Acredito o mais complicado. Fazer com que nossos alunos tenham gosto de ir para escola. Não vejam este rico espaço apenas como válvula de escape. Não basta ter a ''escola aberta'' nos finais de semana, mas nada agradável para se fazer ali. Precisamos repensar nossa forma de agir e ser como comunidade escolar. E que após repensarmos, venhamos a tomar medidas cabíveis para que aconteça a tão sonhada TRANSFORMAÇÃO.
Claro que as mudanças devem começas lá de cima- políticos sérios que também acreditem no poder da EDUCAÇÃO. Para alguns isso é apenas uma utopia, mas para mim enquanto houver vida, haverá esperança!!!
domingo, 3 de maio de 2015
Quanto vale ou é por kilo?
Quanto vale ou é por kilo?
Ao assistir este filme, a primeira pergunta que me faço é: ''Quantas Armindas e quantos Ricardos existem em nosso país?''
Arminda, mulher negra, humilde e que mora na favela. Sonhou e lutou pela sua comunidade, até que lhe foi prometido a inclusão digital na periferia. Ricardo homem branco, classe média alta, que promete muitas coisas, sonega impostos, desvia dinheiro público e vive de promessas. Quanta similaridade com os nossos dias!
Ao rever a história de nosso país, fica claro o desmerecimento e a postura horrenda por parte da ''elite dominante''. Sobriedade, honestidade, subserviência, imobilidade, dignidade esvaziada- os escravos- os negros, viviam sob tais condições.
Hoje não é diferente! A única diferença é que a classe dominante massacra não apenas os negros, mas também os brancos, índios, idosos e crianças, trabalhadores que pagam horrores de impostos e que não possuem o mínimo de suas necessidades básicas atendidas pelo governo.
Clamamos por segurança, saúde, educação e não os temos. Ao mesmo tempo, percebemos grandes desvios de dinheiro público, sonegações, superfaturamentos, e assim sucessivamente. Essa prática já faz parte de nosso cotidiano, e como ficou claro no filme, isso é CULTURAL- histórico aqui no nosso país.
Em certa parte do filme, um ator diz o seguinte: '' E esse é nosso navio negreiro. Dizem que a viagem era bem assim, só que ela durava dois meses, e o principal o navio ia terminar em algum lugar. Na escravidão a gente era tudo máquina...tudo máquina. Aí eles pagavam o combustível para a gente trabalhar de graça para eles... Agora não..Agora é diferente. Agora a gente é escravo sem dono. Isso diz alguma coisa sobre nosso país...O que vale é ter liberdade para consumir. Essa é verdadeira funcionalidade da democracia''. Que palavras fortes, não? Mas mais forte ainda é sabermos que vivemos em uma DEMOCRACIA onde os pobres são amordaçados. Tudo em nossa volta gira em torno de investimento, lucro....DINHEIRO.
Vivemos isso. Essa cultura está arraigada em nosso inconsciente. Por mais que digamos NÃO, isso infelizmente faz parte da nossa cultura.
Isso é muito sério! Já estamos tão acostumados com isso, que nem nos assustamos mais. Podemos até ficar indignados, mas não sabemos o que fazer. Desvios de dinheiro público, fraudes, notas forjadas, contas paralelas EXISTEM e de forma descarada. Aqueles que eram pra ser nossos representantes- nossos políticos, nos apunhalam pelas costas após receber o voto.
Esse assunto me dá nojo. Pois como foi lembrado nessa atividade, isso é histórico. Esse comportamento faz parte da CULTURA SOCIAL DO BRASILEIRO.
Precisamos de REFORMA POLÍTICA ,JUDICIÁRIA E EDUCACIONAL para punir que precisa ser punido. Ajudar quem precisa ser ajudado. e a maior REFORMA que precisamos, é a REFORMA MORAL, REFORMA DE PENSAMENTOS E ATITUDES!
Tarefa difícil, mas não impossível!!!
sábado, 2 de maio de 2015
E as reflexões continuam....
Agentes Revolucionários - Eis o PAPEL DO PROFESSOR
Quanto conhecimento acumulado ao longo desse meio semestre. Hoje compreendo a veracidade de uma ditado que minha mãe sempre dizia: '' A única coisa que não se tira de uma pessoa é o CONHECIMENTO.'' Como ao longo dessas semanas, concordo com isso e já mudei de opinião e pensamento.
Quanto conhecimento acumulado ao longo desse meio semestre. Hoje compreendo a veracidade de uma ditado que minha mãe sempre dizia: '' A única coisa que não se tira de uma pessoa é o CONHECIMENTO.'' Como ao longo dessas semanas, concordo com isso e já mudei de opinião e pensamento.
As leituras, trocas de experiência e a visão de mestres me tem motivado a acreditar em mudanças.
Na penúltima leitura, li algo que classifica o professor como um ''AGENTE REVOLUCIONÁRIO''. Vocês como eu, imaginam o poder que temos então?
De acordo com certo dicionário a palavra AGENTE significa QUE EXERCE ALGUMA FUNÇÃO\ PRODUZ ALGUM EFEITO. E a palavra REVOLUCIONÁRIO significa QUE FAZ A REVOLUÇÃO- FAVORÁVEL A TRANSFORMAÇÃO- INOVADOR.
Quanta responsabilidade possuímos. Precisamos nos unir em busca de respostas e ideias. Precisamos ser inovadores. Nos TRANSFORMAR.
Parece bobagem isso que idealizo. Afinal, como pensar em transformação num país que vive da corrupção, da esperteza e é tachado culturalmente como um povo ''que tenta tirar vantagem de tudo''. Esse exemplo é o que recebemos das autoridades.
Que tristeza sinto em meu coração ao refletir e chegar a essa conclusão. Ao mesmo tempo, parece que os poucos que querem revolucionar são barrados e agredidos pela classe dominante. Percebemos isso, pelo que fizeram com nossos professores e colegas do Paraná esta semana.
Acredito que o primeiro passo para revolucionar, é TODOS PROFESSORES, digo TODOS- de norte a sul, de leste a oeste se UNIR. Buscar mudanças, lutar por aquilo que tanto idealizam. Precisamos mostrar aos governantes o poder que temos como classe trabalhadora. O que me parece, é que nós não acreditamos na gente mesmo.Talvez pela desmotivação, pela falta de ética por parte de alguns colegas ou até mesmo pelo excesso de preocupação e incomodação. Nós paramos de acreditar em nosso poder!
Está na hora dessa classe sofredora ACORDAR. ACREDITAR. Precisamos REFAZER NOSSA EDUCAÇÃO. Precisamos PARAR DE SEGUIR A MAIORIA QUE NÃO ACREDITA MAIS EM SEU POTENCIAL.
Cabe a nós, os que se intitulam, SERES REVOLUCIONÁRIOS LUTAR. Voltar a acreditar em sonhos e ideais. Por mais difícil que seja, NÃO PODEMOS DESISTIR. Quem sabe assim, um dia essa utopia se torne realidade!!!
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